maio 20, 2017

Alejandra

Eu moro há pouco tempo no Brasil; cheguei apenas 3 meses atrás. Eu fui presenteada com uma oportunidade de trabalho porque não tinha trabalho. Bom. É mais que nada. As oportunidades de trabalho não existem porque economicamente as coisas estão piores. Mas, sem essa oportunidade eu teria ficado na minha comunidade em Hidalgo, no México. Eu sei que muitas coisas têm sido escritas sobre a violência atual no meu país. Eu, pessoalmente, não vi nada, mas na migração, nós, como povo somos atacados devido a essa grave situação. Ninguém quer deixar seu lar, seu país. Não é fácil… Precisa aprender uma nova língua, e é difícil para mim. Eu estou aqui até o fim do meu contrato de trabalho, e depois eu planejo regressar.

Eu não vim somente por razões econômicas. A oportunidade de trabalho no é a única coisa que vai me melhorar. Eu quero, também, conhecer o país, saber como está o Brasil? Nunca mais sabia esse lindo país e queria conhecer. Eu tenho que o amar o lugar para ficar. Tive surpresas não muito agradáveis porque por um lado você diz: “Oba, Brasil”! Todo é bonito. Aqui tem praia… sol… E quando você vai, vê o problema da gente, e tudo isso parecido com o México.

Eu sabia da Marcha dos Migrantes através de um projeto coletivo chamado “Si Yo Puedo.” Eu sou parte do projeto. Lá, eles enviam informações de cursos de português e eu comecei amizades. Primeiro, a Marcha é significa porque eu sou uma mulher. Há muito machismo que me enfurece. Eu me dei conta que existe muito machismo. Por isso eu digo que todos nós temos direitos. E eu participo da Marcha por causa da percepção dos imigrantes. Na verdade, o povo brasileiro me atacou, que me identifica com o México. Me identifica com as novelas e os personagens – como se eu tivesse saído da televisão. Na verdade, eles dizem coisas gerais que me identificam com isso. Para mim, eu acho que não é a falta dos mexicanos que compartilham a cultura.

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