abril 24, 2017

Nawras

Basma: Nos encontramos através uma associação de Caritas aqui, em São Paulo. Quando cheguei, me foi encaminhada pra Caritas para meu protocolo. Porque eu não falava a língua, o Narwas que chegou quase 2 anos antes de mim me ajudou a traduzir. Depois de nosso encontro inicial a gente falou uma semana pelo telefone.
Nawras: Depois de eu a falou que vamos se casar.
Basma: Falei sim! E vamos. Só uma semana. Foi muito fácil, mas realmente é difícil para mim te dizer!
Nawras: Não quero perder tempo!
Basma: Mas na verdade em nossas culturas e nossa religião, não podemos namorar sem de casar. Não foi casamento arranjado. Nos amávamos antes de nos casar, mas se não pode ter uma relação corporal sem casar. Sabemos que o costume brasileiro é diferente.
Nawras: Quando cheguei ao Brasil, eu estava com um amigo do meu amigo. Ele me pediu se eu fui casado. Não. Pediu se tiver filhos. Como eu podia ter filhos se eu não for casado? Aqui esta situação é bem tranquila, mas é bem diferente da Síria.

As diferenças culturais não nos incomodam; eu tinha bastantes experiências com outras culturas. Basma e eu conhecemos estas coisas antes de chegamos ao Brasil. Eu trabalhava na loja Duty Free do Aeroporto Internacional de Damasco por quase 7 anos e viajava internacionalmente varias vezes antes da guerra.  Encontrava muitas nacionalidades. É o mesmo para a Basma onde o Marrocos tem influencia forte da França, e ela morou lá. Mas é bem difícil para os sírios que nunca saíram o país antes da guerra e veem ao Brasil. Vão ficar machucados. Minha família ainda mora na Síria; saí sozinho porque uma empresa jornalismo estava procurando para pessoas que têm educação alta e me mandou um papel depois de três vezes. Meu pai me falou para ir – imediatamente – então fui pra Líbano primeiro. Fique um ano, mas os libaneses infelizmente não gostam dos sírios, porque tem 3 milhão de nos no país. Quando o Brasil começou oferecer os vistos para os sírios, acho que eu fui a primeira pessoa para consegui-lo.  Agora, não quero voltar à Síria nem outro país árabe. Prefiro ficar no Brasil. Tem tudo aqui.

Basma: Não é importa pra nos que o Trump aceite refugiados da Síria nos EUA. Só que tem acabar o terrorismo que esta acontecendo. A gente não quer morar nos EUA. Queremos que os EUA não dão mais armas e dinheiro para terrorismo e os terroristas. Queremos ficar em nossos países. É a verdade.
Narwas: Eu gostaria de solicitar a vista turística para que possa ir a Disney World, Miami e Las Vegas. Mas acho que é incrivelmente difícil. A Basma tem, mas eu não consigo ir com ela.
Basma: Eu tenho uma amiga japonês-brasileira que foi para Las Vegas no ano passado, e ela planeja ir de novo no ano que vem. Ela nós quer vir da próxima viagem, mas eu não acho conseguiremos porque será quase impossível agora. Mas entende que eu estou feliz que o Trump ganhou a presidência. O Obama ofereceu dinheiro e aramas pra terroristas na Síria.
Narwas: Mas Trump não, ele queria as tirar. Acho que Trump tem relação boa com a Russa, e a Rússia gosta da Síria. Acho que Trump vai calmar o terrorismo na Síria. Hillary fosse a continuação das politicas de Obama. Esperamos que o Trump será melhor para nos árabes. Ele representa um novo paradigma.

É triste ver o que aconteceu. O conflito não vai terminar até que a Rússia e os EUA se sentem juntos e decidam como eles vão acabar a guerra. A Turquia é tal importante também. Precisa fechar a fronteira porque cada dia cerca de 1000 pessoas do todo o mundo a passa para se juntar a guerra. Sem Assad, o país vai desaparecer. O país for dividido. Esqueça o que a mídia diz, pois o povo gosta de Assad. Ele fez grandes coisas para o país. Ele passaria por Damasco sem seus guardas. Eu mesmo vi ele e sua esposa sem um pormenor de segurança em restaurantes um punhado de vezes. A Síria costumava ser um paraíso. Ele foi cofre. Poderíamos estar na rua e não nos preocuparmos com a segurança pessoal. Poderíamos ter dinheiro ou ouro e foi bom. Eu fiz um bom salário e poderia comprar o que eu queria. Havia um subsídio de gasolina, tínhamos um sistema de saúde pública eo governo apoiava a educação, o que me permitiu estudar 4 anos numa universidade.

É triste ver o que aconteceu. O conflito não vai terminar até que a Rússia e os EUA se sentem juntos e decidam como eles vão acabar a guerra. A Turquia é tal importante também. Precisa fechar a fronteira porque cada dia cerca de 1000 pessoas do todo o mundo a passa para se juntar a guerra. Sem Assad, o país vai desaparecer. O país for dividido. Esqueça o que a mídia diz, pois o povo gosta de Assad. Ele fez grandes coisas para o país. Ele passaria por Damasco sem seus guardas. Eu mesmo vi ele e sua esposa sem um pormenor de segurança em restaurantes um punhado de vezes. A Síria costumava ser um paraíso. Ele foi cofre. Poderíamos estar na rua e não nos preocuparmos com a segurança pessoal. Poderíamos ter dinheiro ou ouro e foi bom. Eu fiz um bom salário e poderia comprar o que eu queria. Havia um subsídio de gasolina, tínhamos um sistema de saúde pública e o governo apoiava a educação, o que me permitiu estudar 4 anos numa universidade.

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